Cultivos alternativos ampliam estratégia no campo
Entre as opções estão feijão, arroz, sorgo, milheto, gergelim, amendoim, trigo
Entre as opções estão feijão, arroz, sorgo, milheto, gergelim, amendoim, trigo tropical - Foto: Pixabay
As culturas alternativas vêm ganhando espaço nos sistemas produtivos brasileiros, sobretudo no Cerrado, como estratégia de diversificação, redução de riscos e fortalecimento da sustentabilidade no campo. Diferentes das culturas que tradicionalmente lideram a produção regional, esses cultivos passam a integrar o planejamento das propriedades com foco no equilíbrio agronômico e econômico.
Entre as opções estão feijão, arroz, sorgo, milheto, gergelim, amendoim, trigo tropical, nabo forrageiro, braquiárias e outras plantas de cobertura. Muitas são implantadas na safrinha, no vazio sanitário ou em janelas entre as culturas principais, aproveitando ciclos mais curtos e permitindo melhor uso da área e da infraestrutura ao longo do ano agrícola.
Segundo Diego Braga, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Conceito Agrícola, a diversificação vai além da renda. Ele destaca que essas culturas contribuem para a melhoria da saúde do solo, auxiliam na quebra de ciclos de pragas e doenças e favorecem o aumento da matéria orgânica, tornando o sistema mais eficiente e resiliente.
Nesse contexto, o Grupo Conceito iniciou um projeto com o mungo preto, cultura de segunda safra voltada ao consumo humano e com potencial de exportação. A proposta prevê área piloto de 3 a 5 mil hectares em Goiás, ampliando as alternativas para produtores que buscam opções rústicas e adaptadas.
“As culturas alternativas desempenham um papel fundamental na construção de sistemas produtivos mais equilibrados, pois contribuem para a melhoria da saúde do solo, a quebra de ciclos de pragas e doenças e o aumento da matéria orgânica, potencializando os resultados das safras seguintes e tornando os sistemas mais eficientes e resilientes”, afirma.